Coritiba 3 x 2 Bahia | Melhores Momentos | 17ª rodada | Brasileirão 2026
O Bahia pagou caro por queda vertiginosa de rendimento no segundo tempo e perdeu de virada para o Coritiba, nesta segunda-feira, no Couto Pereira, por 3 a 2, em partida válida pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Erick Pulga marcou para o Tricolor ainda na primeira etapa, mas Bruno Melo, Lavega e Breno Lopes balançaram as redes para o Coxa, já no segundo tempo. Everaldo ainda descontou na reta final [assista aos melhores momentos no vídeo acima].
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Rogério Ceni em Coritiba x Bahia
Robson Mafra/AGIF
O Bahia sofreu os três gols da derrota durante um intervalo de apenas 12 minutos. Depois de o goleiro Léo Vieira deixar o campo machucado, na primeira etapa, João Paulo falhou em dois lances que geraram bolas nas redes. Em entrevista coletiva após o jogo, o técnico Rogério Ceni saiu em defesa do arqueiro, que também havia falhado na derrota de goleada para o Remo, em março.
– São situações atípicas. Ele entrou durante dois jogos, sempre no fim do primeiro tempo. Posso dizer pela minha experiência como goleiro, é difícil. Acho que entrar desde o começo do jogo pode favorecer a ele. E repito que foram erros coletivos. Mas temos que seguir. Ele não pode se abater. Todo mundo tem que se ajudar dentro de campo. É um momento de dificuldade, oito jogos sem vencer é pesado. Mas não sei de nenhuma maneira de sair, sem ser dentro de campo – ressaltou Ceni.
De acordo com o treinador, o Bahia fez um bom primeiro tempo e pagou caro por tomar decisões erradas no campo de ataque. Faltou, segundo Ceni, acionar Willian José pelo centro.
– Acho que fizemos um bom primeiro tempo, baixamos um pouco as linhas, Roman [Gomez] teve trabalho defensivo importante segurando Breno Lopes na puxada de contra-ataque. A gente fez o gol, mas não fizemos as melhores escolhas, rifamos muitas bolas. Willian [José] teve espaço para receber essas bolas, não fizemos as melhores escolhas, é um problema que o time tem. Mesmo assim controlamos bem o primeiro tempo e saímos vencendo. No segundo tempo começamos marcando bem, mas é o que eu digo, a gente cede os gols de maneira muito fácil – iniciou Ceni.
– Um erro coletivo na volta da bola parada e sofremos o primeiro gol. Depois outro gol de cruzamento. O terceiro foge um pouco ao que fizemos para nos defender, a gente não deu contra-ataques no primeiro tempo, mas depois de dois gols, começamos a dar essa transição para eles. Aí ficou o jogo que o Coritiba gosta. Mas fizemos um primeiro tempo justo, bem jogado. Infelizmente os gols que entregamos muito fácil estragaram a vantagem que construímos – complementou o técnico.
+ Veja mais notícias sobre o Bahia
+ Veja a classificação do Campeonato Brasileiro
Rogério Ceni após derrota para o Coritiba
Gabrielle Gomes
Rogério Ceni tem cinco dias até o próximo e último desafio do Bahia antes da pausa para a Copa do Mundo. Neste sábado, o Tricolor encara o Botafogo, às 17h30 (de Brasília), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, pela 18ª rodada do Brasileiro. Depois, o clube vai ter tempo para planejar o segundo semestre e a segunda janela de transferências.
“Precisamos dos pontos de sábado, é um jogo dentro de nossa casa”.
– Pode ser a falta de confiança. Acho que é um time que se incentiva bastante, grita muito no vestiário. Hoje foi uma desatenção coletiva nos dois primeiros gols. O terceiro gol é um gol difícil de marcar, mesmo sabendo que é o forte deles. Nos dois primeiros a gente poderia ter um comportamento defensivo melhor. Talvez entre um pouco da falta de confiança. Não sei o que dizer, a gente produz, mas cede muito fácil os gols aos adversários – disse.
– Não tenho o que falar de reformulação, futebol não é assim. Tudo tem custos. Mas lógico que algumas coisas temos que repensar. Jogadores vão chegar, podem haver alguma saídas, faz parte do processo. Mas é um time que joga, contra o Santos mereceu ganhar o jogo, contra o Grêmio mereceu ganhar o jogo – lamentou Ceni.
Veja outros trechos da entrevista coletiva de Rogério Ceni
Como blindar o mental dos atletas e parada para Copa
– Blindar não tem como. Cada um é exposto por suas emoções. Temos que ter confiança em nós mesmos, saber que praticamos bom futebol. Acho que a parada vai ser fundamental, tentar um ganho físico, ajustes táticos. A parada passa a ser fundamental pelo momento, pelos resultados. Mesmo jogando bem a gente não vem tendo resultados positivos. Mas é fundamental vencer esse jogo antes da parada. Não só pelo mental, mas por pontuação mesmo, todo mundo encostou na tabela. Precisamos dos pontos de sábado, é um jogo dentro de nossa casa.
Momento de pressão
– Aquele momento que estreamos em 2023 era muito difícil para o clube. Estava perto da zona de rebaixamento, e o triunfo nos deu chance de respirar. Hoje, depois de três anos, saímos do 16º lugar, evoluímos, e estamos apanhando um pouco mais do que nos anos anteriores. Derrota é sempre difícil, complicado encontrar as palavras corretas para falar. O que precisamos é vencer o próximo jogo para ir para a pré-temporada com uma pontuação melhor, ao menos dentro do G-8. Podemos ter a chegada de um ou outro jogador, pode haver uma saída ou outra. Mas queremos planejar o segundo semestre com 26 pontos.
Confiança para brigar na parte de cima
– A maneira como a gente joga. Contra o Remo poderíamos ter virado o jogo, tivemos oportunidades. Contra o Grêmio eu nem sei explicar como a bola não entrou. Então nossas atuações, nossas chances criadas, isso me faz crer que o Bahia pode (brigar na parte de cima da tabela). A maioria dos times estão muito equilibrados, e a parada para Copa é fundamental para fazer ajustes e nos deixar mais fortes para o segundo semestre. Mas o Bahia não é um time que joga mal, normalmente ele tem as melhores chances de sair vitorioso. Mas é um momento difícil porque a gente entrega muito fácil nas poucas chances que o adversário tem. O que me deixa com esperança de brigar entre os primeiros colocados é o que a gente produz durante os jogos com as oportunidades de vencer. Se a gente diminuir o número de falhas podemos brigar por posições melhores que a de hoje.
Jogos em casa
– Muito importante. O torcedor sempre foi nosso diferencial. Mas neste momento é difícil pedir, sabemos que estamos em dívida. O torcedor do Bahia nunca abandona o clube, mas mentalmente estão todos afetados. Temos que ter força para sair dessa situação primeiro, dar o primeiro passo, vencer no sábado. Temos que parar de tomar gols com falhas que não podem ser tomados.
O Bahia pagou caro por queda vertiginosa de rendimento no segundo tempo e perdeu de virada para o Coritiba, nesta segunda-feira, no Couto Pereira, por 3 a 2, em partida válida pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Erick Pulga marcou para o Tricolor ainda na primeira etapa, mas Bruno Melo, Lavega e Breno Lopes balançaram as redes para o Coxa, já no segundo tempo. Everaldo ainda descontou na reta final [assista aos melhores momentos no vídeo acima].
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Rogério Ceni em Coritiba x Bahia
Robson Mafra/AGIF
O Bahia sofreu os três gols da derrota durante um intervalo de apenas 12 minutos. Depois de o goleiro Léo Vieira deixar o campo machucado, na primeira etapa, João Paulo falhou em dois lances que geraram bolas nas redes. Em entrevista coletiva após o jogo, o técnico Rogério Ceni saiu em defesa do arqueiro, que também havia falhado na derrota de goleada para o Remo, em março.
– São situações atípicas. Ele entrou durante dois jogos, sempre no fim do primeiro tempo. Posso dizer pela minha experiência como goleiro, é difícil. Acho que entrar desde o começo do jogo pode favorecer a ele. E repito que foram erros coletivos. Mas temos que seguir. Ele não pode se abater. Todo mundo tem que se ajudar dentro de campo. É um momento de dificuldade, oito jogos sem vencer é pesado. Mas não sei de nenhuma maneira de sair, sem ser dentro de campo – ressaltou Ceni.
De acordo com o treinador, o Bahia fez um bom primeiro tempo e pagou caro por tomar decisões erradas no campo de ataque. Faltou, segundo Ceni, acionar Willian José pelo centro.
– Acho que fizemos um bom primeiro tempo, baixamos um pouco as linhas, Roman [Gomez] teve trabalho defensivo importante segurando Breno Lopes na puxada de contra-ataque. A gente fez o gol, mas não fizemos as melhores escolhas, rifamos muitas bolas. Willian [José] teve espaço para receber essas bolas, não fizemos as melhores escolhas, é um problema que o time tem. Mesmo assim controlamos bem o primeiro tempo e saímos vencendo. No segundo tempo começamos marcando bem, mas é o que eu digo, a gente cede os gols de maneira muito fácil – iniciou Ceni.
– Um erro coletivo na volta da bola parada e sofremos o primeiro gol. Depois outro gol de cruzamento. O terceiro foge um pouco ao que fizemos para nos defender, a gente não deu contra-ataques no primeiro tempo, mas depois de dois gols, começamos a dar essa transição para eles. Aí ficou o jogo que o Coritiba gosta. Mas fizemos um primeiro tempo justo, bem jogado. Infelizmente os gols que entregamos muito fácil estragaram a vantagem que construímos – complementou o técnico.
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Rogério Ceni após derrota para o Coritiba
Gabrielle Gomes
Rogério Ceni tem cinco dias até o próximo e último desafio do Bahia antes da pausa para a Copa do Mundo. Neste sábado, o Tricolor encara o Botafogo, às 17h30 (de Brasília), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, pela 18ª rodada do Brasileiro. Depois, o clube vai ter tempo para planejar o segundo semestre e a segunda janela de transferências.
“Precisamos dos pontos de sábado, é um jogo dentro de nossa casa”.
– Pode ser a falta de confiança. Acho que é um time que se incentiva bastante, grita muito no vestiário. Hoje foi uma desatenção coletiva nos dois primeiros gols. O terceiro gol é um gol difícil de marcar, mesmo sabendo que é o forte deles. Nos dois primeiros a gente poderia ter um comportamento defensivo melhor. Talvez entre um pouco da falta de confiança. Não sei o que dizer, a gente produz, mas cede muito fácil os gols aos adversários – disse.
– Não tenho o que falar de reformulação, futebol não é assim. Tudo tem custos. Mas lógico que algumas coisas temos que repensar. Jogadores vão chegar, podem haver alguma saídas, faz parte do processo. Mas é um time que joga, contra o Santos mereceu ganhar o jogo, contra o Grêmio mereceu ganhar o jogo – lamentou Ceni.
Veja outros trechos da entrevista coletiva de Rogério Ceni
Como blindar o mental dos atletas e parada para Copa
– Blindar não tem como. Cada um é exposto por suas emoções. Temos que ter confiança em nós mesmos, saber que praticamos bom futebol. Acho que a parada vai ser fundamental, tentar um ganho físico, ajustes táticos. A parada passa a ser fundamental pelo momento, pelos resultados. Mesmo jogando bem a gente não vem tendo resultados positivos. Mas é fundamental vencer esse jogo antes da parada. Não só pelo mental, mas por pontuação mesmo, todo mundo encostou na tabela. Precisamos dos pontos de sábado, é um jogo dentro de nossa casa.
Momento de pressão
– Aquele momento que estreamos em 2023 era muito difícil para o clube. Estava perto da zona de rebaixamento, e o triunfo nos deu chance de respirar. Hoje, depois de três anos, saímos do 16º lugar, evoluímos, e estamos apanhando um pouco mais do que nos anos anteriores. Derrota é sempre difícil, complicado encontrar as palavras corretas para falar. O que precisamos é vencer o próximo jogo para ir para a pré-temporada com uma pontuação melhor, ao menos dentro do G-8. Podemos ter a chegada de um ou outro jogador, pode haver uma saída ou outra. Mas queremos planejar o segundo semestre com 26 pontos.
Confiança para brigar na parte de cima
– A maneira como a gente joga. Contra o Remo poderíamos ter virado o jogo, tivemos oportunidades. Contra o Grêmio eu nem sei explicar como a bola não entrou. Então nossas atuações, nossas chances criadas, isso me faz crer que o Bahia pode (brigar na parte de cima da tabela). A maioria dos times estão muito equilibrados, e a parada para Copa é fundamental para fazer ajustes e nos deixar mais fortes para o segundo semestre. Mas o Bahia não é um time que joga mal, normalmente ele tem as melhores chances de sair vitorioso. Mas é um momento difícil porque a gente entrega muito fácil nas poucas chances que o adversário tem. O que me deixa com esperança de brigar entre os primeiros colocados é o que a gente produz durante os jogos com as oportunidades de vencer. Se a gente diminuir o número de falhas podemos brigar por posições melhores que a de hoje.
Jogos em casa
– Muito importante. O torcedor sempre foi nosso diferencial. Mas neste momento é difícil pedir, sabemos que estamos em dívida. O torcedor do Bahia nunca abandona o clube, mas mentalmente estão todos afetados. Temos que ter força para sair dessa situação primeiro, dar o primeiro passo, vencer no sábado. Temos que parar de tomar gols com falhas que não podem ser tomados.















