Com a Copa do Mundo de 2026 em andamento, o aumento no fluxo de turistas tem impulsionado a procura por hospedagens nas cidades que recebem partidas do torneio. Em um relato publicado pelo Business Insider, a proprietária Jennifer Smith, 55 anos, contou que só percebeu a dimensão do evento quando suas reservas no Airbnb começaram a ser feitas por hóspedes de diferentes países.
“Eu não venho de uma família ligada ao futebol, então não tinha noção da dimensão do esporte até que meu marido e eu começamos a receber reservas pelo Airbnb de pessoas vindas de outros países”, afirmou.
Smith e o marido administram duas propriedades anunciadas no Airbnb ao norte de McKinney, localizadas no subúrbio de Dallas. Os imóveis ficam a cerca de 45 minutos do AT&T Stadium, em Arlington, uma das sedes dos jogos da Copa do Mundo.
Segundo ela, a procura por hospedagem aumentou significativamente com a realização do torneio. “Há muita procura neste momento e os preços foram ajustados para refletir isso. Como anfitriã, tem sido muito animador ver isso. Também tem sido empolgante preparar nossos imóveis para receber os hóspedes”, relatou.
Os dois chalés, chamados Kentucky Cottage e Derby, têm dois quartos e um banheiro cada. O casal investiu cerca de US$ 75 mil (R$ 379.762,50, na cotação atual) na reforma das propriedades. “É um valor bem alto, sem dúvida, mas são casas antigas e históricas que não estavam em boas condições”, disse.
Antes da Copa, as tarifas variavam conforme a temporada. Em semanas mais tranquilas, cada imóvel era alugado por cerca de US$ 155 (R$ 784,84) por noite. Nos fins de semana, o valor costumava subir para US$ 195 (R$ 987,38) ou US$ 200 (R$ 1.012,70), enquanto nos feriados chegava perto de US$ 250 (R$ 1.265,87).
Para definir os preços durante o torneio, Smith utiliza a ferramenta Smart Pricing do Airbnb. “Para junho e julho, nossa tarifa praticamente dobrou em comparação com uma diária normal”, afirmou. “Analisei os preços praticados por hotéis na região e os nossos parecem estar em linha com o mercado”, afirmou.
O aumento da demanda também se refletiu na ocupação dos imóveis. “Devido à grande procura, estamos definitivamente muito melhor este ano do que no ano passado. Estamos com lotação máxima em junho e temos algumas vagas em julho.”
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