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Turistas da Copa do Mundo nos EUA transformam lojas, fast food e até postos de gasolina em ‘destinos imperdíveis’

Enquanto acompanham os jogos da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, milhares de turistas estão descobrindo um lado do país que raramente aparece nos roteiros tradicionais. Além de visitar pontos turísticos famosos, muitos fãs de futebol têm transformado redes de postos de gasolina, supermercados e megastores em verdadeiras atrações de viagem e compartilhado tudo nas redes sociais.
O escocês Shaun Alexander, de 38 anos, é um dos exemplos desse fenômeno. Durante sua passagem pelos Estados Unidos, ele visitou estádios, assistiu a uma partida de beisebol em Boston, acompanhou shows em Nova York, conheceu o histórico Álamo, no Texas, e experimentou o tradicional churrasco americano. Mas havia uma missão paralela em seu roteiro: conhecer uma unidade da rede de lojas Bass Pro Shops em cada estado por onde passasse.
A empresa, especializada em pesca, caça e atividades ao ar livre, impressionou o viajante não apenas pelos produtos, mas pela grandiosidade das lojas. Em uma unidade de Massachusetts, ele se surpreendeu com uma réplica de baleia-jubarte instalada no telhado.
“É como um parque temático e um museu dentro de uma loja”, relatou ao New York Times.
Assim como Alexander, muitos turistas estão aproveitando os intervalos entre as partidas para explorar cidades menores e fazer viagens de carro. O resultado tem sido uma série de conteúdos que mostram visitantes encantados com lugares teoricamente comuns da vida norte-americana.
Entre os locais que mais despertam curiosidade está a Buc-ee’s, famosa rede de postos de gasolina do sul dos Estados Unidos conhecida por suas lojas grandes, variedade de produtos e pelo mascote em forma de castor.
Vídeos sobre a rede acumulam milhões de visualizações, especialmente entre nativos que se divertem ao ver turistas descobrindo algo tão familiar para eles.
O holandês Jeroen Boersma, que mora em Denver desde 2021, percebeu um aumento significativo na audiência de seus conteúdos nas últimas semanas, principalmente após publicar vídeos sobre a Buc-ee’s.
“Ela reúne tudo o que as pessoas associam aos Estados Unidos em um único lugar: carros grandes, cultura de estrada e uma quantidade impressionante de comida”, comentou.
Para muitos turistas, a experiência vai além dos grandes monumentos turísticos. A inglesa Sammie Bell, de 30 anos, destacou a fauna da Flórida como uma das surpresas da viagem. Já a sueca Elsa Thora, de 24 anos, ficou fascinada com os caminhões de bombeiros americanos, que, segundo ela, parecem ter saído diretamente dos filmes de Hollywood.
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Outro elemento recorrente nos relatos dos turistas é a descoberta de redes de alimentação populares entre os americanos. O Chipotle, especializado em culinária texana, aparece frequentemente nos vídeos publicados durante a Copa.
O escocês Giovanni Piacentini-Smith, de 20 anos, descreve a rede como seu “grande amor americano”. Segundo ele, a primeira visita a um restaurante da marca foi uma experiência gastronômica marcante.
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Os supermercados também se tornaram cenário de vídeos virais, assim como máquinas de gelo espalhadas pelas cidades. Alexander brinca que, na Europa, conseguir gelo costuma ser uma tarefa difícil, enquanto nos Estados Unidos ele está disponível em praticamente qualquer lugar.
Nas redes sociais, usuários afirmam que o conteúdo funciona como uma espécie de “antídoto” para o excesso de notícias negativas sobre o país. Os vídeos destacam experiências culturais, encontros entre torcedores de diferentes países, gastronomia local e pequenos gestos de hospitalidade.
Hospitalidade é a principal lembrança
Apesar das longas distâncias, do trânsito intenso e de algumas reclamações sobre viagens de carro que parecem intermináveis, os turistas ouvidos pelo NYTimes concordam em um ponto: a receptividade dos americanos.
Bell conta que recebeu inúmeras sugestões de passeios durante sua estadia. Alexander lembra das pessoas que o ajudaram a entender o sistema de metrô de Nova York e até as regras do beisebol em Boston.
Piacentini-Smith afirma que perdeu a conta de quantos convites recebeu para visitar casas de moradores locais. “No fim das contas, o que mais fica da viagem é a gentileza das pessoas”, resume Alexander.
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